Freeport sob investigação do DCIAP. 4 milhões em bolandas

Aqui bem perto, em Alcochete, fica o Freeport. Já depois da sua inauguração como espaço comercial relevante, levantou-se grande polémica devido a suspeitas quanto à legalidade e autorizações que viabilizaram a sua implantação naqueles terrenos.

A coisa foi considerada uma cabala e o assunto ficou arrumado.

Porém, o Freeport volta à luz dos holofotes públicos por se ter descoberto, via Inglaterra, que há depósitos, luvas, de 4 milhões de euros num escritório de advogados de Lisboa, que andaram em “viagens” esquisitas por esses paraísos fiscais e depois “ancoraram” no mesmo escritório.

O caso está sob investigação no DCIAP, liderado pela Procuradora Cândida Almeida, devido à complexidade das movimentações financeiras. Vamos a ver se desta os corruptos não se safam. O escritório de advogados, para já, mantem-se ignorado da opinião pública.

Nacionalizar prejuízos é a ordem para os Estados neo-liberais

Nacionalizar massa falida é a medida encontrada pelos quatro países mandões da UE para fazer face aos problemas da crise financeira mundial que deflagrou nos EUA e se globalizou no mundo neo-liberal em que se inclui a UE. Podem portanto os banqueiros e similares continuar as trafulhices  e com as costas quentes, enquanto os países (Estados e Governos) decidirem assim. Podem contar com os actuais governantes (e suas politícas)  para depois de nacionalizarem e levantarem as empresas nacionalizadas, voltarem a privatizá-las e assim fazerem o retorno dos lucros que enquanto gestores e donos não tiveram. Uma forma, não prevista nos mecanismos da economia de mercado, quando se trata de arrecadar os lucros especulativos, mas agora utilizada sem rebuço para nacionalização dos prejuízos.                                               

Mais concretamente, as medidas anunciadas pelos quatro (Inglaterra, Alemanha, Itália e França) mais não são, que medidas de conjuntura, mas que a médio prazo vão redundar na concentração de mais riqueza nos bancos que se aguentarem e tiverem maiores protecções dos governos dos respectivos países.

A artimanha dos apoios às PME

Anunciam aqueles quatro (sem se saber em que nome) que vão conceder apoios às PMEs da UE no valor de 31 milhões de euros. Obviamente, é para mostrarem que não esquecem ninguém com as suas “medidas de salvação” da economia da UE. Mas o que são 31 milhões de euros para PMEs de 27 países da UE? E que critérios irão ser aplicados para a concessão desses apoios?     Se às empresas do sector da alta finança nada é negado, podem endividar-se, especular, fazer falcatruas e abrir falência, pois são nacionalizadas e salvas (recuperadas) com o dinheiro dos contribuintes, as PMEs, entre a disponibilização de verbas a que se candidatarem e a  receberem a verba solicitada e necessária para fazer face à situação difícil que atravessem vai demorar o tempo suficiente para encerrarem, falirem, sem solução.

Pedir confiança

Por tudo isto, é de admitir, dada a extensão da crise não estar conhecida, nem tampouco as suas consequências, ninguem sabe o que fazer e dizer. Sobre a questão do dizer, ouvem-se e escrevem-se as maiores animalidades contraditórias.Há, porém, uma tónica comum, pedir confiança às pessoas.Um paradoxo, principalmente para aqueles que já sofrem na pele e para aqueles que sempre combateram a politica vigente nos países que seguem as pisadas do neo-liberalismo exportado por Bush. Neste aspecto, do pedir confiança, contam os governos e banqueiros, com a ajuda prestimosa dos media que espalham todo o tipo material de propaganda que  emanam para as redacções e aqui ganham amplitude através de colunistas e comentadores do regime.

A vida piora

Entretanto agravam-se as condições de vida das populações. Sobem as taxas de juro, aumentam os produtos alimentares, os combustíveis, a energia. O desemprego grassa. A criminalidade aumenta. Os salários não acompanham a inflacção.                 Uma tristeza a tentativa dos governos quererem atribuir as más governações internas a causas exteriores. Outra tristeza, haver quem acredita nestes dirigentes politícos para melhorar a coisa que estragaram e/ou deixaram estragar. Conscientemente.

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